São José do Rio Pardo, ,

19/Mar/2022 - 23:35:12

Impactos da Pandemia no Estudo Universitário

Redação

DIOGO SALOTI CORRÊA




CCom origem na China no final de 2019, a COVID-19 se espalhou pelo mundo com tamanha rapidez que pegou todos de surpresa, exigindo atitude e competência dos governantes para lidarem com uma pandemia que colocava populações em risco de vida. No Brasil, a doença teve impacto logo no início de 2020, causando a suspensão de aulas presenciais em escolas, creches, universidades e o fechamento de atividades empresariais e comerciais, além de gerar inúmeras consequências para os estabelecimentos de saúde.

Como disse o ícone da luta contra o Apartheid, Nelson Mandela: "A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo." Isso evidencia sua importância para a construção do futuro da sociedade e o empoderamento dos indivíduos. Portanto, as aulas não poderiam ficar suspensas por muito tempo.

Primeiramente, é relevante destacar o impacto causado na formação de profissionais que necessitam adquirir conhecimento prático. A ausência de aulas presenciais e a impossibilidade de utilizar laboratórios nas universidades dificultaram o aprendizado essencial para a conclusão de cursos com qualidade. Além disso, a convivência no ambiente universitário, tão importante para o desenvolvimento social e emocional dos estudantes, ficou comprometida.

Por experiência própria, posso afirmar que meu último ano do ensino médio foi um desafio ainda maior do que o esperado: educação a distância, isolamento social, vestibulares importantes, entre outros obstáculos. No entanto, o fim de 2020 não representou o fim dos problemas, como muitos acreditavam. Já no início de 2021, na faculdade, percebi que toda a comunidade acadêmica havia sido afetada, prejudicando o ensino. Por outro lado, essa situação gerou maior autonomia em alguns estudantes, que precisaram buscar bibliografias, organizar-se melhor e intensificar o estudo individual para superar as dificuldades do aprendizado remoto.

Apesar dessas adversidades, acredito que o que evitou a desistência de muitos alunos no início da faculdade foi o apoio dos veteranos, monitores e docentes. Eles se dedicaram a responder e-mails com eficiência, manter uma comunicação efetiva e esclarecer dúvidas, o que foi essencial para nos sentirmos acolhidos, mesmo à distância. Além disso, o suporte familiar desempenhou um papel fundamental nesse processo. A experiência do ensino remoto assemelhou-se ao homeschooling, em que o aprendizado ocorre no ambiente domiciliar e exige autonomia. As aulas que nos fariam usufruir da universidade, como as práticas de laboratório, foram adaptadas para o contexto doméstico. Ainda assim, essas atividades, mesmo que limitadas, promoveram interações entre colegas, através de seminários e relatórios realizados em grupo.

Após praticamente dois anos de aulas online, os universitários ansiavam pelo retorno ao ensino presencial em 2022. Afinal, com o comércio, as empresas, os estádios de futebol e outros locais retomando suas atividades, já havia a expectativa de que as universidades também voltassem a funcionar presencialmente, adotando as medidas de higiene necessárias para evitar a propagação do vírus.

Assim, aulas assistidas por meio de plataformas como Google Meet e Zoom voltarão a ser realizadas nas salas de aula e laboratórios das faculdades. Estudos em grupo, que antes aconteciam em chamadas no Discord, finalmente poderão ser realizados presencialmente.

Diogo Saloti Corrêa é aluno da Unicamp.


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